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Os
Kogis viram essas pessoas com corpos vivos de luz em torno de si. Pessoas
que haviam ativado seus "Corpos de Luz", ou no termo antigo,
sua "Mer-Ka-Ba". E sendo eu um dos professores desse conhecimento,
os Kogis enviaram um mensageiro a Ellis e de Ellis para mim. Eles me enviaram
um pouco de tabaco embrulhado num pedaço de pano de algodão
vermelho vivo e dizia simplesmente "Obrigado".
Alguns meses mais tarde, os Kogi enviaram por Ellis outro presente para
mim com uma outra mensagem. O presente era uma pequena bola de seiva de
árvore escura e pegajosa mais ou menos do tamanho de uma ameixa.
Cheirava à selva. Havia uma energia em volta deste presente de
seiva que eu podia sentir dentro de mim. Eu sentia a conexão no
meu coração.
A mensagem era que eles iam enviar alguém para me ensinar como
falar sem o uso de palavras, para que pudéssemos nos comunicar.
Eles então falaram que uma vez a ligação e a comunicação
tivessem se estabelecido, eles iriam pedir para que eu entrasse dentro
da selva colombiana para visitar sua tribo. E se eu visitasse o seu mundo
eles visitariam o meu. Eles estariam então preparados para sair
da selva, pela primeira vez na história de sua tribo, e iriam à
TV mundial, não menos , e falar conosco. O que quer que "falar"
signifique, eles não têm língua que conheçamos,
não estou certo. E o que eles têm a nos dizer, também
não sei. Mas através desta pequena peça de seiva
de árvore, estou começando a sentir.
Após
Ellis partir de sua segunda visita, eu sentei e pensei sobre todo o acontecido.
Seria verdade que os Kogi eram capazes de ver isto claramente através
da Realidade? Será que eles iriam realmente enviar alguém
para me ensinar como falar sem o uso de palavras? O que realmente significava
tudo isto? Eu meditei com os anjos mas eles somente aprovaram o que estava
ocorrendo, mas não me deram informações ou ajuda.
Então, no mês de novembro passado dei o workshop "Terra
e Céu" no México e por volta de 100 pessoas vieram
de todo o México, América do Sul e América Central,
e um dos países de onde vieram muitas pessoas foi a Colômbia.
E desse grupo havia essa senhora cujo nome não vou mencionar para
protegê-la.
Ela era diferente de todos os outros colombianos. Onde quer que entrássemos
em locais sagrados e pudessemos sentir a presença de Deus ela começava
a enlouquecer de êxtase. Não que aquilo fosse estranho, mas
era "diferente". Essa senhora se tornava primitiva. Seu corpo
todo começava a chacoalhar e uma pessoa diferente emergia dela
com um sentimento diferente em suas palavras e uma linguagem corporal
diferente. Eu a observava, procurando a razão dela ter vindo a
esse trabalho, procurando um jeito de ajudá-la.
Então, no último dia do workshop aconteceu. O grupo havia
formado um grande círculo e estávamos cantando para Deus.
Esta senhora saiu do círculo e começou a dançar de
forma primitiva e sem inibição no centro do círculo.
Ela se entregou e parecia que tinha perdido o controle. Eu fui até
ela e tomei sua mão para confortá-la, e ela agarrou minha
mão e olhou bem dentro dos meus olhos e fez um som suave e ansioso.
O som foi direto ao meu coração e vibrou dentro do meu próprio
centro e eu podia "ver" o que ela estava falando. Eu nunca havia
sentido nada parecido antes. Eu não entendi naquele momento o que
estava realmente acontecendo, meu coração simplesmente reagira.
Eu a levei para fora do círculo e sentei-me fitando-a. Então
ela emitiu outro "som", e meu corpo respondeu com outro "som"
similar que nunca havia saído de mim antes. Instantaneamente estávamos
falando de uma maneira nova e profunda que era tão bonita e tão
completa. Fez todas as línguas do mundo parecerem inadequadas e
obsoletas. Por duas horas nós nos comunicamos em imagens de um
colorido e profundidade extremos com toda a totalidade sensorial da vida
real. Eu aprendi tanto. Eu aprendi sobre a vida e eu aprendi sobre a mulher
dentro daquela mulher.
Ela me mostrou com seus sons de onde ela viera, uma pequena tribo próxima
da tribo Kogi. Ela me mostrou seu marido e suas três crianças.
Eu os conheço como conheço minha família. Ela me
mostrou sua aldeia, onde eu encontrei dois outros anciãos da tribo
dos Kogi. Ela me mostrou como sua tribo havia lhe pedido para entrar no
corpo dessa mulher e vir ver-me.
Ela
havia sido instruída para ensinar-me como falar sem palavras. Disseram-lhe
que uma vez que ela tivesse realizado isto, ela poderia deixar o corpo
daquela mulher, e voltar para casa e estar com sua família. Ela
sentia muita falta de seu marido e de suas crianças. Eu pude "ver"
como quando esta senhora voltasse para casa de que forma ela ia deixar
seu corpo. Eu podia ver seu próprio corpo deitado num monte de
palha dentro de uma tenda de palha aguardando por este momento.
Quando voltei para minha casa, vi minha mulher Claudete, a quem eu amo
tanto, numa nova luz. Eu a amava de uma forma diferente, porque eu podia
ouvir os sons vindo de seu coração. Eu podia ver sua dor,
e eu podia ver sua alegria. Eu estava tão feliz por essa experiência
com os Kogi, mas eu ainda não sabia o que estava acontecendo comigo.
Parecia apenas ser uma grande antecipação de algo por acontecer.
Então, há duas semanas dei um workshop "Terra e Céu"
em Maryland. Enquanto eu estava organizando e me preparando para o workshop,
contei essa história para uma mulher chamada Diane que era a facilitadora
do workshop. Ela perguntou-me se eu poderia demonstrar esses sons. E eu
concordei em fazê-lo.
Nós nos sentamos face a face e eu lhe pedi que fechasse os olhos.
Então um som veio do meu coração e no mesmo instante
uma imagem apareceu em minha mente. Era uma imagem completa de um gato
grande, um puma, andando à beira do Amazonas, perto da água.
Então ele saltou em cima de uma árvore e começou
a andar ao longo da beira de um tronco longo e pesado que lentamente inclinou
para o solo. Ele saltou de volta ao solo e continuou a andar na beira
da água. Eu abri os meus olhos. Tudo isto levou em torno de um
minuto, apenas. Perguntei a ela o que ela havia visto e ela começou
a contar-me exatamente o que eu vira. Ela descreveu perfeitamente. Uma
alegria brotou do meu coração.
Pedi a ela então para fechar seus olhos novamente. Outro som lento
e estranho veio de meu coração e instantaneamente outra
imagem. Eu não só "vi" mas também vivenciei
o que parecia ser eu mesmo, flutuando para fora do corpo da mulher da
Colômbia e me elevando bem alto no ar. Então eu comecei a
sentir-me voando bem rapidamente sobre a selva. Eu podia sentir as árvores
se mexendo rapidamente abaixo de mim. Logo aproximei-me de um pequeno
vilarejo e senti-me descendo até o solo e chegando a uma específica
tenda de palha. No instante seguinte eu estava dentro do corpo dessa mulher
da tribo olhando através de seus olhos. Ela sabia que eu estava
lá. Ela não se importava, aquilo era para acontecer.
Seu marido logo tomou conta dela/de mim e estava obviamente contente que
ela/eu havia voltado. Ele também sabia que eu estava ali e também
estava muito contente. Então as três crianças vieram
abraçá-la e amá-la. O mais jovem alcançou-a
e começou a mamar em seu peito. Foi uma experiência comovente
encontrar essa família que eu não conhecia e já conhecia.
Então, abrí meus olhos.
Esperei um momento para me centrar após essa experiência
e então perguntei a Diane o que ela havia visto. Ela começou
falando que ela sentira como sendo um "inseto" saindo do corpo
dessa mulher. E depois ela se elevou no céu e começou a
voar sobre as árvores de uma selva. Ela viu quando nós descemos
na tenda de palha e encontramos a "família". Ela viu
perfeitamente.
Eu fiquei sentado por um longo tempo. Eu podia sentir que isto era um
presente de valor sem igual. Mas o que havia significado para "mim"
ou para o mundo? Tudo isto era uma experiência tão incomum
que ainda nem sei o que significa.
Quando voltei para casa do workshop de Maryland, todas as noites nos próximos
sete ou oito dias eu me via sonhando que estava "em casa" naquela
pequena aldeia. O sonho durava toda a noite e eu tinha lembrança
completa dele na manhã seguinte. Eu sonhava que estava fazendo
meus afazeres na aldeia e vivendo minha vida. Cuidando dos meus filhos
e marido. Muitos, muitos homens de ambas as tribos viriam até mim
e fariam perguntas com sons que faziam imagens. Essas pessoas eram bonitas
e, sim, "vivas". Eu entendi porque eles nos viam como "mortos".
Eu podia "sentir com a visão do meu coração"
o que eles queriam dizer. Eu sabia que eles queriam ajudar se pudessem.
Eles estavam encantados por eu estar lá. E eu também.
Agora é só o começo. Os Kogi estão animados
pela maneira que nós estamos crescendo. Eles querem vir a nós.
Se Deus quiser, eles virão. Eles me pediram agora para lhes dar
a mensagem em sua língua se você puder aceitar. Vocês
que descobriram seus corpos de luz e estão mudando o mundo através
de suas vidas.
"Vocês estão transformando o mundo em Luz. Não
tenham medo de sua inocência e de sua natureza infantil, ela está
próxima de Deus. Deixem sua imaginação soar num sonho
onde o amor envolva todos os eventos, e então "vejam-no"
como real. Deixem que os sons dos seus corações falem àqueles
que não estão vivos. Vocês mostraram a eles o caminho
através de seu exemplo, agora "mostrem" a eles o caminho
de seu interior. Ouçam, e seu coração irá
falar. Nós estamos com vocês agora. Nós iremos ajudá-los".
Que os próximos 1000 anos sejam dourados, e que as crianças
inocentes conduzam o caminho.
Eu amo vocês, Drunvalo...
(Texto obtido do site pessoal de Drunvalo Melchizedek na internet e traduzido
pelas facilitadoras Flower of Life- Brasil)
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